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domingo, 14 de abril de 2019

Do capítulo: Coisas fáceis impossíveis de conseguir fazer - ver televisão ou cinema.

Desde que o pirralho mais novo ganhou forma de virar a casa do avesso que coisas simples ficam difíceis de concretizar. Para que seja claro fica um exemplo: fazer uma tarefa se qualquer interrupção. Sim. A simples acção de ir à casa xe banho fazer o número 1 ou 2 não garante que antes de avançar para o papel higiénico não seja abafado com o puto a entrar com o saco do pão a pedir uma bolinha para roer.
Está se a imaginar a quantidade de atentados higiénicos se cometem neste simples episódio.
Mas... lá numa trégua impensável ou durante uma sesta interminável (em que o deixamos a dormir 3/4 horas e depois logo se vê quando for altura de dormir até outro dia, porque o mais velho já não nos liga nenhuma e a Ps4 é o centro do universo) consegue-se ver um filme ou uns episódios da série preferida do momento.
Isto tudo para aconselhar dois filmes e uma série que não me são indiferentes.
Filmes:
"Tully", a Charlize Theron não desilude seja em que registo for. A mulher é um espanto a todos os níveis.



"Lego Movie 2", este filme não é para miúdos. Está dirigido para os graúdos e como bonus entretem a pequenada enquanto os pais gozam as cenas. Música, piadas, enredo e o LEGO são ingredientes bem maduros e genialmente bem trabalhados neste filme.



Série:
Eu sei que anda tudo com a tesão do GOT mas a série vai passar a correr e quando derem por ela já terminou e vão ter de esperar 3 anos pela prequela.
"Peaky Blinders" para quem goste de uma série de época. Está genial e tem grande elenquo. Já vai para a quinta temporada. Passou despercebida,eu sei, mas mais vale tarde que nunca.


Ficam as dicas.

domingo, 17 de março de 2019

Quem quer vê. Só vê quem quer.

A televisão é uma seguidora/impulsionadora de correntes temáticas dos programas em voga.
Já assistimos à corrente dos reality shows, depois foi a febre do cooking e agora é a febre do amor.
"All you need is love" lembram-se?
Pois claro. Agora a tendência é fazer serviço público para os encontros amorosos. Porque realmente há quem precise de ajuda para arranjar o amor e para concretizar sonhos.
E não se fala em mais nada se não em amor verdadeiro, sincero, transparente e amigo. MAS (há sempre um mas) tens de ter menos de 70kg, ser lindo como tirado de uma capa de revista e não convém ser muito esperto.
A mim, pessoalmente, diverte-me. Diverte-me ver a reacção das pessoas em convívio e pelas costas.
Diverte-me ver as vacas, as ovelhas, as galinhas e tudo mais. Agora se o amor se encontra num programa de tv? Acredita quem precisa. Participa quem quer. E faz dinheiro com isso quem é esperto.



sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia da mulher 2019

Muitas são as iniciativas que decorrem no mês de Março para assinalar o dia da mulher. Mas infelizmente, ou felizmente, este dia se celebra com a ironia de que o dia da mulher é todos os dias (porque todos os dias trabalha) ou o do homem (porque todos dias são dias de folga). Para além de que os números de desigualdades e de violência contra as mulheres demonstram que apesar da revolução mental conseguida a pulso e a custo de mortes envergonham e demonstram que o ser humano é a pior espécie à face da terra.
Mas para detalhes históricos há livros sobre o tema e para quem seja mais preguiçoso há filmes. "As sufragistas" é um belo exemplo de uma boa sessão de cinema para esta noite. Ou então, se estiverem com coragem, a serie The Handsmaid's Tail vai arrancar com a 3ra temporada em breve. Então numa de puta da loucura vejam as temporadas anteriores e pensem no assunto.
O dia da mulher para mim é basicamente igual a outro dia qualquer em que tenho de trabalhar, orientar o que é necessário em relação à casa e filhos e agradecer ter nascido num país, que apesar de não ser perfeito e precisar de alterar urgentemente leis e procedimentos legais e judiciais em relação à protecção às vítimas de violência doméstica (incluo mulheres, homens e crianças),porque com atitudes e discussões de solidariedade estão os cemitérios com corpos e crianças sem pais, tem a sorte de não ser um outro país onde as mulheres são consideradas abaixo de cão.
Por isso e tendo em consideração outras realidades até não é nada mau ter liberdade de expressão, trabalho, liberdade de decisão e acção e ter um marido que me acompanha de igual para igual.
Quando todas as mulheres e raparigas do mundo puderem ter algo deste género o mundo seria perfeito.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

40 QUARENTA

QUARENTA... QUARENTA...
Parece que temos de abrir a boca de modo a mostrar os dentes todos (e respectivos chumbos) para dizer este palavrão.
Aliás... QUARENTA... deveria ser sinónimo de foda-se.
O que o foda-se tem de libertador tem o QUARENTA de pesado e assustador.
A malta vai dizendo: "Não stresses!!!! Os quarenta são os novos trinta." 
Pois... Mas os meus trinta foram um contentor do lixo às 5 da manhã depois dos vinte de plenitude, sonhos e conquistas (vi esta deixa num filme que vai estrear esta semana no cimena com a Charlize Theron em Tully e adorei - estou mortinha por ver esse filme). Por isso... LAMENTO NÃO ESTAR A BATER PALMAS COM AS BADANAS DO CU por fazer QUARENTA. Muito pelo contrário. Parece que a vida me bateu na cara como uma bolada surpresa em que depois das tonturas e da cegueira momentânea vês que não estás nem a metade do que gostarias. 
Parabéns aos que conseguem entrar nos QUARENTA a pé juntos e com tudo em cima. Lamento mas não sou um desses exemplos.
Uma coisa senti com o aproximar desta idade da ternura, como gostam de chamar, que o meu botão I DONT GIVE A FUCK está mais operacional e que a capacidade de destravar a língua também. Ora, se ela já não tinha grandes pastilhas de travão agora muito menos. Medo... Muito medo.
Apesar de o corpo não ser de uma rapariguinha jovem, como é lógico, principalmente depois de parir 2 rapagões, um deles aos 37 anos... Claro que o excesso de peso no corpo e de gravidade nas peles da cara são uma realidade... mesmo assim sinto-me na mesma. Nem nova nem velha. Sinto-me como sempre. Não tão expectante como nos 20 ou 30 mas mais naquela... "Ok. Tens 40. Vamos lá ver onde esta merda te vai levar. Um dia de cada vez."



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sou uma pessoa má (até doente)

Descobri que me divirto com coisas sérias desde muito cedo. Mas a memória que guardo melhor é a de quando fui ao oftalmologista pela primeira vez. Para mim foi espetacular ver no consultório uma senhora rececionista com óculos de fundo de garrafa a escrever na agenda as consultas com uma caneta de feltro encarnada de bico grosso e a ver as notas, moedas e cheques encostando às lentes como se estivesse a fazer um scan. O instinto foi tentar dar uma grande gargalhada que foi prontamente barrada com um carolo do meu pai. Era uma criança, agora adulta faria o mesmo que o meu pai aos meus filhos mas com certeza que me ria assim que entrasse no carro quando estivesse sozinha. Porque os exemplos que damos aos nossos filhos são importantes. Mas o mais provável seria irmos a rir da situação e tentar tirar a conclusão que não se deve gozar com as pessoas que trabalham com as limitações que têm, que ao fazê-lo são nobres e os bobos somos nós. 
Ontem na consulta tive uma situação semelhante. Para além de ter gramado mais de 1h de espera cheia de dores ainda tive direito a uma consulta com pormenores típicos de britcom ou MontyPyton. ATENÇÃO que não vou fazer queixas do Sr Dr porque esse para além de cuidadoso, atencioso e simpático apesar do atraso foi muito profissional. Isto é mesmo para realçar a minha personalidade parva e gozona de ver sempre pormenores parvos em TUDO. 
12h30 entro no gabinete para um consulta que deveria ter sido às 11h. “Bom dia Sr. Dr. “ (Pimba!! Arrota que já levaste a boca que ainda estou aqui sem almoçar). 
Dr. levanta-se e estende a mão para um bacalhau. (Ora toma tu que já levaste. Eu 0 ele 1). 
Então o que se passa?
Amígdalas Dr. estou muito aflita da garganta. Acho que são as amígdalas. Doi-me muito a garganta e já sinto dormência nos ouvidos. 
Sente-se ali na cadeira e vemos já o andar de cima e depois a garganta. 
Penso: mas eu falo da garganta e ele vê primeiro os ouvidos? Siga. Tu aqui não percebes nada. 
Ora nos ouvidos só de lá tirou uma bolota. E passou ao piso abaixo, a garganta. 
Dr. : “As amígdalas estão inocentes”
Tu queres ver que o otorrinolaringologista é detetive?
“A senhora tem faringite.” Aí mãe agora já me tratam por senhora. Deve ser por estar prestes a fazer 40 ou estou mesmo mesmo mesmo com aspeto de velha acabada. 
“A senhora grita muito? É que tem a voz muito rouca.”
Passou-me logo um mini trailer mental com uma compilação de gritos que dou aos miúdos, ao autocolante, ao cão, às gatas e no carro. Nem respondo. Digo apenas que sempre tive a voz assim e que até já tinha sido operada às cordas vocais ( o que deve ter sido ótimo para todos lá em casa para além do silêncio o bónus de me ver com um bloco de post-its atrás durante duas semanas). 
Então espero que o Dr. insira os dados no computador, passe a receita e o atestado, e esta parte demora o dobro do tempo. Admito que até tenho um pouco de pena deles, porque são obrigados a fazer aquilo mas ninguém lhes ensinou a usar mais de três dedos para tornar a tarefa mais rápida. Há curso de datilografia para isso sabiam??? Bad call Ministério da saúde. Ou então trocam os pc’s por aqueles aparelhos que há no Mac Donald’s para registar os pedidos que é só preciso  ser bom a bailar com o dedo indicador. Ou outro. Just saying. 
Quando passa à escrita e quando o Dr. tira os óculos da cara e enfia o nariz no papel só me ocorreu duas hipóteses: 1 relembro o episódio de 19noventa e troca o passo e controlo o riso; 2 fico preocupada com o facto se ele precisaria de enfiar o nariz na minha faringe para a ver bem. 
Bem. Levo a receita e o que será, será. 
Ao despedir-me do Dr. noto que ele ficou com um bocadinho da minha bolota na barba. Sou má porque optei não dizer nada porque provavelmente não iria ver ou acabaria por cair. 

Farmácia (momento boneco Herman José)
 Saida dalí sigo com urgência para a farmácia mais próxima para levantar a receita. Enquanto o meu antibiotico é preparado entra um senhor figurinha que nos deixa a mim e ao autoclante meio espectantes e a farmaceutica nº 2 já de sobrencelha levantada.

Tipo:  "Tem Zopidan?"
F2: "Sim. Qual é a caixa que quer?"
Tipo: "Sei lá! eu nem tomo disso." Diz ele em jeito de tipo retratado como o Zé da Tasca no teatro de revista ou aqueles bonecos chico-espertos de Lisboa que o Herman José retrata muito.
F2: "Sabe a cor da caixa?"
Tipo: Epá... Mas isso vem em cores??!!Na sei... traga lá uma pra eu ver."
A Farmaceutica nº 2 respira fundo e aposto que revirou os olhos assim que virou costas e rezou para ter santa paciência para o cromo que lhe acabara de cair ali.
F2: "Veja lá se não é esta." 
Tipo: "Deve ser. É para ver se dorme a ver se pára de me chatear os cornos."
Toca o telefone enquanto a farmaceutica tenta falar com ele.
Tipo: "Tô!! Sim já cá tou. Sim... Tá bem. É essa. Até já."
F2: "Olhe que não pode comprar este medicamento sem receita médica." Alerta ela educadamente.
Tipo: "Eu tenho a receita. Está aqui." E joga a receita para o balcão como se fosse um trunfo de sueca.

Classsseeeee.

Há dias assim. Parece que só vemos maldade ou gozo nas coisas. O que nos rimos com o boneco e aquela cena.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resoluções de 2018

Em modo de atraso, típico de quem é tuga, e como na passagem de ano engoli as passas a monte sem ter tempo de pensar em resoluções e desejos (o que para mim é humanamente impossível, NÃO DÁ TEMPO, e porque detesto passas de uva) e eis que há alguém que pensa exactamente como eu. Mas resoluções para quê? Depois chegamos a 31 de dezembro e tomamos consciência que nada correu como planeamos. Ora vejam:


Digam lá se não é assim mesmo. Não é???

Mas há uma resolução que tento sempre seguir. Nem sempre consigo, mas tento. Até porque este conselho é bastante divulgado pelos médicos, nutricionistas, desportistas... istas em geral e cambada em particular.

BEBER MAIS ÁGUA

Até que trás bastantes benefícios.
Já tenho a garrafinha ao pé de mim com cada hora marcada para me obrigar a beber muita água. Claro que depois passo a vida aflita para ir à casa de banho e aí há outro benefício que vem de arrasto. As caminhadas ou sprints que faço para a casa de banho (faço cardio e tonifico o corpo) para não falar que fico dispensada de fazer agachamentos porque as vezes que tenho de me colocar naquela posição maravilhosa para não me sentar na sanita já é um mega, super agachamento e se ainda tiver o azar de (que tenho sempre) a ponta do papel higiénico colar ao rolo estou ali em posição de como a Alemanha perdeu a guerra em busca da ponta de papel perdida tipo indiana mijona e com todos os músculos das pernas e abdominais em esforço.

Como dá para perceber o ano não vai requerer muito. Água, muita água que faz falta.

De resto... é como esta menina canta e prontes.




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não posso deixar virar o ano sem falar de... Música

Este ano, como muitos outros foi rico em muita música... variada e em abundância seja em concertos, festivais e até em eurovisões.
MAS... Para mim... E a minha opinião vale o que vale, nem todos temos os mesmos gostos, as grandes prendas de Natal antecipadas foram mesmo o lançamento e apresentação do último álbum de MOONSPELL - 1755 e a apresentação do novo álbum e projecto da linda e talentosa Anneke van Giersbergen com VUUR - In This Moment We Are Free - Cities.

Começando pela prata da casa, MOONSPELL,  tenho de admitir que depois do Extinct fiquei um pouco em lume brando com a banda. O Alpha Noir Omega White foi um álbum que me agradou muito, apesar de calmo e tranquilo, mas com o Extinct desconectei da banda porque sempre me agradou as sonoridades mais antigas da banda. 1755 veio como uma chapada de luva branca que os MOONSPELL são a banda de referência do metal nacional. Voltaram aos primórdios em busca das sonoridades, inovaram e ainda abrilhantaram com um álbum totalmente cantado em português. 
Caramba... A primeira reacção que tive ao ouvir o álbum pela primeira vez foi: FDX!!! Bem vindos de volta CRL!!! ADORO!!! Está de mestre. 1755 é uma preciosidade, pelo tema escolhido, pelo cuidado das letras, pela inovação sonora com os arranjos acusticos e clássicos, pela escolha do encadeamento das músicas e ritmo, pelas vozes de apoio, TUDO!!!! PERFEITO!!! Se há relatos históricos acerca do terramoto de 1755 este álbum é sem dúvida um relato musical artístico e cuidado desse dia que deveria ser obrigatório ouvir. Pormenores presentes desde a posição inquisidora e dominadora da igreja através do medo ao relato da desolação final que a lanterna dos afogados tão bem retrata ou o desespero retratada com Todos os Santos. Para mim todo o álbum demonstra um cuidado extremo, tanto de pesquisa como de elaboração. Por isso aconselha-se a todo o português  metaleiro (ou não) a ouvir.


Passando a VUUR: Quem conhece e gosta de THE GATHERING conhece Anneke van Giersbergen. Se não conhecer anda a dormir. Para além de fazer parte do mundo do metal progressivo, vá!!! Se quisermos catalogar a coisa. Esta senhora com cara de menina já fez uns quantos projetos musicas dentro e fora da sonoridade mais pesada. Já fez umas perninhas com November Doom, Anathema e MOONSPELL. Por isso, se gostas de Metal e não conheces esta senhora andas a dormir. O melhor é que esta senhora regressou e regressou em força com VUUR. Se andava farta de ver e ouvir bandas de metal ou sonoridades mais pesadas, que andava. Se andava a achar que tudo soava ao mesmo e que já fazia falta algo... diferente, esta senhora serviu em bandeja de prata o In This Moment We Are Free - Cities. É o álbum!!! É o álbum que conquistou muita gente e que fez alguns ficarem de pestana aberta na sala Tejo do Altice Arena no passado dia 21 de Novembro. Para além da voz dela nunca dececionar as músicas são profundas e sentidas com a particularidade de todas em certa altura terem a frase "In this moment". A interpretação que tiro deste álbum é que a Anneke estava cheia de saudades e vontade de fazer algo assim, e ainda bem. Sejas bem regressada miúda. A malta agradece!!!

Outra banda que tenho de referir e que como prenda de natal antecipada receberam a possibilidade de abrir para Lacuna Coil no Hard Rock no Porto são os BLAME ZEUS. Acho que não é a primeira vez que este nome surge aqui no SemEspinhas mas o álbum que lançaram em Março Theory of Perception não dececiona, muito pelo contrário. Está um pouco mais comercial do que o álbum de estreia Identity, mas muito bem pensado e concebido. Aliás, não conheço nada mal concebido nesta banda e quem os vê ao vivo sabe que rigor e sonoridade fiel é característica da banda. São portugueses e merecem ser falados e até aparecerem na TV. Porque não??? São de um rock muito bem conseguido, com medidas de peso bem tiradas e com uma sonoridade sem falhas. Toca a descobrir.


Não me ocorre mais nada para destacar. Lamento se dececiono alguém, mas à primeira são estas as bandas que me surgem na minha aérea cabecinha.
Por isso, se não sabes o que pedir ou oferecer neste natal faz um favor a ti mesmo e descobre estes três álbuns e não te arrependerás.

Ficam aqui umas amostras:

MOONSPELL



VUUR


BLAME ZEUS





sábado, 2 de dezembro de 2017

SEMPRE... ZÉ PEDRO

A primeira vez que vi Xutos tinha 12 ou 13 anos, foi em Alvalade no espectáculo Portugal ao Vivo. Entre outras bandas, que acompanho até hoje e outras que se perderam no tempo, como  também alguns músicos partiram, sei que adorei os espéctáculo, a música e a irrevência. Partiram aquela merda toda!!!! Foi brutal!!! Para além do espectáculo de luzes, a pirotécnia, as bonecas gigantes insufláveis nas laterais do palco, o especátulo de strip (sim, ouve disso e ninguém morreu) o rock foi sempre a subir e para além de todas as memórias que partilho aqui, e outras que guardo, ficaram gravados também os sorrisos dos membros da banda. De todos. Voltei a ver Xutos inúmeras vezes, como também muita gente. Porque de Xutos quase nunca sentíamos saudades. Eles apareciam sempre, ao ponto de chegar a comentar: "Xutos outra vez???!!!" 
Mas o que é certo é que eles são a alma do Rock Português PURO, e cantado em PORTUGUÊS, e bandas assim sobreviveram poucas de tantas que apareceram após o 25 de abril de 1974 e que no ínicio dos anos 80 viviam da louca e bendita liberdade cultural, social e comportamental que reinava em Portugal.
Xutos surgiram como tantas outras, permaneceram como quantas poucas, abriram portas a muitas outras e ainda cá andam como quase nenhumas.
"Xutos para sempre até morrer"! grita alguém hoje na despedida de Zé Pedro e assim deve ser. Xutos continuarão, sem Zé Pedro no palco mas na lembrança, no coração, nas memórias através das músicas. 
Xutos não serão a mesma coisa. Pois não serão com certeza, mas a música será sempre Xutos e lembraremos sempre Zé Pedro como também Xutos lembrarão, porque cada música é XUTOS e PONTAPÉS e serão sempre Kalú, João Cabeleira, Tim, Zé Leonel, Gui e ZÉ PEDRO.
Xutos são o nosso Rock, quer se goste ou não, quer se oiça ou não e quer se dê o devido valor ou não.
Na última vez que vi Xutos foi antes de ver Rolling Stones em 2014 e diverti-me, gostei bastante e o mais caricato é que até os Rolling Stones lhes fizeram a devida vénia.
Fica aqui a minha humilde vénia ao Sr. Comendador Zé Pedro.
Até sempre e Xutos para sempre até morrer, porque assim é que tem de ser.





quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que aprendi desde que levo o cão à rua


  1. Que há mais cães no mundo. Mas eles não sabem, porque cada vez que vêm um semelhante desatam a querer correr para cumprimentar o seu semelhante e se o cão for grande (como o meu) é bom que tenhamos umas bolas de chumbo presas ao tornozelos para os segurar, porque senão vamos com as fronhas ao chão e ficamos com a cramelheira partida e aí sai mais caro ter um cão do que já é porque acrescentamos a conta do dentista.
  2. Que não posso sair sem estar munida de sacos de plástico para apanhar os presentes que o meu cão possa deixar em locais pouco adequados e que transtornem a livre circulação das outras pessoas. 
  3. Que nem todos os donos de canídeos saem de casa munidos dos mesmo sacos porque cada vez que passeio como meu cão tenho de fazer autênticas gincanas.
  4. Que o meu cão, ao contrário de outros, gosta de cagar na moita mais longe (lá no car"!/= mais velho) e mais densa no meio do matagal nem que me arranhe toda nas silvas e fica só de cabeça de fora (naquela posição que é identica à que faço quando tenho de fazer as minhas necessidades numa casa de banho pública) com os olhos esbugalhados e meio envergonhado com uma expressão no focinho tipo: "Qu'é??!!! Já que tenho que cagar na rua ao menos um pouco de decoro tá?" 
  5. Não há muitos caixotes do lixo para deitar o saquinho fora, e tenho de acabar o passeio com o saco pela mão como se tivesse ido à mercearia do bairro comprar castanhas.
  6. A teoria que ter um cão ajuda a perder peso porque nos torna mais activos e saimos à rua para caminhar cai por terra. A razão é apenas porque ele pára de 5 em 5 segundos para mijar, marcar território e cheirar o rasto dos outros cães. Eu acho que o mijo para além de ser um localizador geográfico do FB dos cães é também um serviço de sms em que eles sabem quem esteve alí. UMA PESSOA NÃO CONSEGUE TER 15 MINUTOS DE MARCHA SEGUIDA.
  7. Que existem 2 tipos de donos: os anti-sociais e os tranquilos. Os anti-sociais não falam com ninguém, não deixam o animal socializar com ser algum e se for necessário até continuam o passeio com o cão ao colo. Os tranquilos são os que gostam e deixam conviver, trocam experiências e aprendizagens e até avisam se não dá para fazer algumas das situações referidas anteriormente.
  8. Quem nem toda a gente gosta de cães (Como é possível?) e temos que respeitar isso.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tesourinho antigo.

O que uma pessoa encontra quando anda de volta das contas on-line e quer mudar fotos de perfil. Se há foto que me descreve bem é esta. Tenho esta memória bem gravada no meu disco rígido. A música, que ainda toca lá em casa neste gira-discos, o cheiro e a textura do sofá, até os cortinados. Tenho pena é que esta táctica não resulte com os meus filhos para poder limpar a casa descançada. Porque eu caía que nem uma patinha.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sem culpas!!!

Uma coisa que se aprende com uma separação (caso seja essa a situação e a qual conheço bem) ou com um segundo filho é que não há culpas em tirar um pouco de tempo para nós. Nem que seja a hora e meia que falta para a bendita da máquina de lavar loiça terminar e ter de fazer tempo para programar a da roupa. A Malta já se encontra em “vale lençóis” e eu a aproveitar o suposto “dolce fare niente” para ver televisão e “aculturar-me” porque isto de passar pelo processo de gravidez e pós-parto parece que paramos no tempo, no espaço e na vida. O mais novo já falta pouco para fazer dois anos e eu ainda parece que estou a correr atrás do comboio. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

REGRESSO às aulas

Epá!!!! Realmente aqui o SemEspinhas está praticamente morto. Mas não. Por isso não lhe façam já o enterro porque apenas ando numa looooonga caminhada pelo deserto duro e massacrante que é a vida de uma tipa com duas crianças, um cão, duas gatas e um parceiro... Mais trabalho em casa e fora dela.
E o que me fez voltar??? Uma saudade imensa e uma necessidade de deitar cá para fora uma série de pensamentos analíticos na vertente BBC vida selvagem, comportamental, social e psicopata que me rodeia.

Tantas, mas tantas vezes que tenho muita peninha de não ter uma ligação directa e instantânea entre os meus pensamentos e observações mais inusitados e o SemEspinhas.

De qualquer forma gostaria falar do regresso às aulas, e consequentemente o regresso às reuniões de Encarregados de Educação.
Este é um mal que aflige quem tem filhos em idade escolar e, julgo, que só nos deixamos destas coisas de ir às reuniões quando os putos entram na faculdade ou então decidem ir trabalha. ESPERO. 
Então o que acho de interessante nestas reuniões? 
1) A portaria da escola: Faz parte do ritual de praxe que antes das reuniões haja um ajuntamento de EE junto ao portão da escola (faça frio, chuva ou calor) para que haja logo um reconhecimento dos vários tipos de EE de educação, dos que vão às reuniões, porque há os outros que estão a marimbar-se para aquilo e nem se dão ao trabalho e há aqueles que preferem ir à hora de atendimento do Director de Turma, sempre conseguem baldar-se umas horas ao trabalho, lixar a hora de descanso do DT e fugirem à tortura que é o rol de questões que são expostas durante a reunião colectiva. Mas em relação a isso, JÁ LÁ VOU.
Normalmente na portaria há um guiché onde permanece uma auxiliar que informa quando os EE podem entrar e em que salas são as reuniões. Pergunto onde é a reunião do meu educando ao que a Sra-com-ar-de-guarda-prisional-com-um-feitio-pior-que-sei-lá-o-quê responde: "Só um momento sff..." e continua a ver o feed do FB (como se eu não estivesse a ver mas não adianta nada eu estar a mandar vir porque só vou entrar quando ela mandar) até que depois de terminar lá procura muito pausadamente a sala e me informa.
2) Um comportamento interessante relativamente à espera de entrar ao portão da escola é a forma como os EE se relacionam. Há aqueles que se conhecem desde sempre que estão na actividade e cumprimentam-se fervorosamente e falam das férias e perguntam como estão todos lá em casa e combinam saidas para miúdos e festas de pijamas antes de saber se os putos querem a cena. Há aqueles que se conhecem e se cumprimentam à distância porque os miudos já não andam na mesma turma ou porque simplesmente não houve convites de festas de aniversário. Por último há os estreantes que sabem mais ao menos ao que vão, ou julgam que sabem.
3) Já dentro da sala de aula segue-se conhecer o Director de Turma. Isto do director de turma é o mesmo que ir à quermesse por mais rifas que compremos nunca saberemos o que nos vai calhar. Ora pode sair um cão dalmata de loiça, ou um gira-discos vintage que até trabalha.
Já me calhou umas amostra engraçadas. Desde a DT que provavelmente tinha um desejo íntimo de seguir one stand comedy mas não tem piadinha nenhuma e ainda por cima tem a mania que é má e porreira ao mesmo tempo. Também já aconteceu ter uma DT 5* que realmente sabe gerir conflitos com muita diplomacia e educação e, mais importante, ter uma influência muito positiva nos alunos e até se preocupa com os putos. Este ano estou para ver o que me calha na rifa, que isto só com a apresentação ainda não dá para tirar a estampa.
4) Ordem de trabalhos: O POWER POINT com as diretrizes, regulamentos, informações, calendários e afins... Tudo coisinhas que só têm interesse quando se é estreante nestas lides mas se não andar na lua já está a par de metade das coisas. No patamar em que me encontro, se entro na sala e vejo luz acessa para o quadro didáctico da sala já estou com vontade de fugir ou de cortar os pulsos e sei que vou perder anos de vida ali dentro.
A PAPELADA: é infindável o número de assinaturas em inúmeros papeis e formulários que se assina nestas reuniões - folha de presença, folha de contactos, folha que confirma que os dados da matrícula estão bem, folha da associação de pais, actas, autorizações. Parece que estou a comprar casa a recorrer crédito ao banco ou estou numa de Cristiano Ronaldo a distribuir autógrafos.  É QUE JÁ PENSEI EM FAZER UM CARIMBO.
A DISCUSÃO DE ASSUNTOS INCLUINDO A ELEIÇÃO DO REPRESENTANTE DE ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO: Aqui é que é mais dificil suportar. Aquelas perguntas dispensáveis e comentários fora de contexo mais as conversas paralelas que, com toda a certeza, o DT tem vontade de pegar no apagador do quadro e mandar contra as trombas de quem está a destabilizar a reunião e gritar:"VOCÊS SÃO PIOR QUE OS PUTOS CA$%&/"HO!!!". Aqui eu já desespero e lá mando umas chalaças para que a coisa retome aos carris. A eleição é como tudo na vida. Se houver voluntários porreiro. Se tiver de haver votação é mais umas horas e mais umas quantas discussões em que só apetece espalhar bofetada.

TERMINUS DA REUNIÃO: Finalmente lá se lembram que têm os putos em casa cheios de fome e lá a reunião termina e a pressa é mais que muita e o alívio também. 



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 em balanço II: Licença de férias para maternidade.

Da primeira vez que fui mãe ouvi a mesma piada recorrente de alguns homens e, de forma  mais camuflada, de algumas (poucas) mulheres: "Ena ena, este ano à conta do bebé ganhaste umas belas férias." O que dizer de uma merda de piada destas?
1) tens à vontade com a pessoa e depois de a mandar mamar na quinta pata do cavalo afirmas: " Se para ti férias é ter a passarinha em carne viva,  andar cheia de dores,  acordar de 3 em 3 horas ( na melhor das hipoteses) para dar de mamar,  estar 1 hora a dar peito e a suportar as dores que isso implica, mais uma hora para colocar o bebé a arrotar,  mudar fralda e quanco finalmente ele adormece pensas que podes ir à casa de banho fazer o n°1, ou talvez, se tiveres sorte, lavar os dentes o até a loucura de tomar banho, e quando das por ti volta tudo ao mesmo porque já está na hora de dar peito outra vez, be my guest!!! "
2) Sorris e dizes algo do género: " Faz o mesmo. Empranha! Vai na volta até és capaz."

Então o que se faz neste período de férias em casa em modo vaca leiteira em ordenha?  Vê-se televisão.  Não se vê filmes. Nem séries,  nem se lê livros. Isso requer ausência de interrupções. Vê-se o pior que há em televisão.  E quando se tem cabo... É a loucura.  Desde culinária avançada com pratos que até gostarias de experimentar fazer mas sabes que isso nunca irá acontecer porque se nem consegues tomar banho com calma esquece cozinhar. Programas sem qualquer nexo mas que parece um big brothe temático oh então jm reality show em que segues a vida das estrelas em que todos têm umas vidas espectaculares com grandes casas e bons carros, muita roupa, caras maquilhadas e plásticas disformes mas depois não sabem se têm verdadeiros amigos, se o amor é puro ou interesseiro e parecem todos uns bonecos de cera.
Sim... andei a ver Keeping up with the Kardashians . E basicamente resume-se a isso. Se eu fosse homem daquela familia tinha muito cuidado. Ou acabam hospitalizados ou então viram transsexuais.  MEDO!!! MUITO MEDO!
Como já deu para reparar foram u as férias do melhor.

sábado, 17 de dezembro de 2016

2016 em balanço I : parto normal vs cesariana

Com tanto em atraso que só mesmo um balanço final anual para colocar tudo em dia. Enquanto não for possível fazer ligação directa da mente ao teclado à semelhança da ligação de comando que o cérebro exerce sobre a mão para escrever muito se perde e perderá neste pequeno e singelo blog.
O meu ano não poderia  começar da melhor forma e com mais um marco que guardarei até ao meu último suspiro (apesar de ter perdido o concerto de Machine Head). O nascimento do meu segundo filho. O nascimento dos filhos é uma MARCA eterna que supera tudo. Este doce acontecimento foi diferente pela paz, ternura e acomanhamento que senti de quem está a meu lado. Mais doce foi também a presença do tesouro durante todo o processo. Do alto da sua tenra idade de criança pré-adolescente mostrou o coração enorme que tem e a sua sensibilidade.  É um homem, foi um pequeno Homem que recebeu o mano com amor carinho e hierarquia guardiã que um irmão mais velho sente e transmite. És Enorme meu Tesouro e sei que serás sempre.
Mas engane-se quem pensa que isto de parir a caminho do fim dos trinta é pêra doce. Naaaaaa. Nem que as maleitas que devo queixar-me sejam  as noites mal dormidas, as arrelias das cólicas e bichos e bichezas que fazem qualquer mãe de primeira viagem ir a correr para o hospital. NADA DISSO.
Uma coisa que me arrelia nesta coisa de parir ao natural ou cesariana são mais os queixumes do que será pior. Infelizmente não fiz cesariana das duas vezes para ter comparação.  Mas que é uma merda recuperar de um parto natural é seguem já as razões horrendas:
     Quando a coisa esfria e a anestesia passa, a sensação de dor e arrepanhado na pele depois de uma operação DOI! E muito!  Doi para caralho. Tanto que doi que nem se pode rir ou respirar mais à vontade. Isto numa zona tipo barriga ou peito. Acham que na patareca é melhor???!!!! Caminhar são agulhas que tens ali espetadas na zona mais sensível e intima do teu corpo. Urinar é com se tivesses uma escova de arames de aço a fustigar onde outrora tinhas prazer e sensibilidade, algo que começas a duvidar se alguma vez recuperará.  E defecar???? Defecar???? Há há há!!!! Até rezas para não acontecer porque a aflição e as dores são tantas que parece que rebentam os pontos todos e que estás a parir outra vez. Choras de aflição e dor. Tudo o que doi está fora o sítio e isso minhas amigas queixosas das cesarianas são os pontos na patareca que estão à vista e os que estão dentro de nós que os sentimos até à garganta quando nos mexemos o pouco que seja. São as hemorróidas que estão em flor e inflamadas fora do nosso cu e que nos atormentam só pelo facto de estarem entaladas na gavetinha das nádegas.  Por isso é que nem do primeiro e nem do segundo partos andei fresca e fofa a passear pelos centros comerciais de carrinho nem recuperei a minha figura no ginásio.  Pois é!  Digamos que foi das duas vezes algo muito difícil de recuperar. Por isso têm a minha simpatia se me falarem de peitos gretados em sangue, noites mal dormidas e até traição dos companheiros e pais das crianças porque se lembram de ser umas bestas quadradas e não entenderem o trauma que estamos a passar. Agora chorarem-se por causa da cesariana?  Nem pensem... vou ignorar-vos com toda a certeza!!!
Relativamente a pós partos estou aliviada... e recuperada. Custou... mas foi. O organismo da mulher é uma maravilha da natureza. Somos fortes,  somos únicas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Espinhaço do metal


Muito se tem falado e escrito acerca do Metal no panorama nacional. Há uns 5/6 anos para cá a projecção do underground tem sido crescente. Ou talvez seja a sensibilidade mais projectada para esta temática.  Tentado aceder às lembranças mais remotas tenho como referência a Blitz e a Supersom como as revistas de referência a nível de rock, metal e música alternativa.  Isto numa realidade em que a internet era um vislumbre,  os telemóveis tijolos e nunca na vida se pensaria na realidade on-line, instantânea e imediata em que vivemos hoje.
O que é certo é somos mais que as mães. Sejam metaleiros, sejam concertos, festivais, espectáculos, blogs, rádios em stream (não as de antena porque infelizmente não há quem aposte nisso e temos infelizmente o exemplo da Super FM QUE É A UNICA RADIO EM FM a passar verdadeiro ROCK em Portugal). A oferta é tanta que até corremos o risco de se perder o verdadeiro metaleiro.
O que será isto do verdadeiro metaleiro?  Nem se sabe bem. Constata-se é que parece moda.  Há os old school. Que sabem a cartilha toda dos clássicos e dos mestres (como Led Zeppelin,  Ozzy Osborne,  Ramones, Rolling Stones até mesmo os Metallica e os Manowar e Iron Maiden), há os que ficam ali pelo meio em que curtem os clássicos mas apreciam o som do nu metal típico dos anos 90 e do fenómeno dos grupos grunge (os RAMP, MOONSPELL, Faith no More, Megadeth, System of a Down, Soundgarden... e podíamos continuar).
Depois há toda uma geração do agora em que se rende a novos sons: Bandas cujas referencias não parecem passar pelos clássicos mas sim entre elas, numa inovação de sonoridades ou num copianço que seguidas parecem todas tocar o mesmo.  Não há falta de oferta, como tudo o resto.  Há é falta de apoio e projecção.  Tanto que não se compreende como os grandes gigantes dos média,  festivais,  espectáculos ainda não pegaram neste negócio que sobrevive de carolice e de amor à camisola. Camisolas até existem, com nomes e emblemas dos clássicos da velha cartilha mas em nome da moda e não da música.  Quem as veste nem tem a minima ideia do que veste porque numa sociedade em que o comercial é fácil e para ser rentável tem de ser agressivo,  mesmo com as cores do arco-iris. O preto do metaleiro ainda transparece a invulgaridade e esquesitice a banir e a recear. Enquanto a irmandade do metal permanecer, a diferença de atitude e da visão das coisas e do que nos rodeia permanecem. E desta forma o metal será sempre diferente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Back to the motherhood

Depois de um grande interregno, em que nem me dou ao luxo nem à coragem de ir ver, eis que regresso pelo motivo mais improvável. 
Pois é, aqui a je lembrou-se a 3 anos na porta dos 40 saborear o doce e doloroso sabor da maternidade, a menos de 1 mês de voltar a ser mãe de um rapaz (mais um) eis que decidi partilhar com as jovens mamãs e grávidas maduras como eu, seja ou não de primeira viagem, esta experiência única que todas adoramos recordar e dizer maravilhas para não fazermos má figura.
Não sei se vá por comparação com a gravidez do primeiro, ou se vá por pontos de referência. A única certeza é, que com certeza, há uma grande diferença, para além de 10 anos de intervalo, e o sentimento de não estar a ser justa à medida que texto corre. Os/as mais mente abertas ou compreensivas entenderão.
Pois bem:
Após o choque inicial e a digestão de que a gravidez é uma realidade, e logo no ponto de partida já a culpa tomou parte da minha consciência porque a realidade e os sentimentos são contrários à primeira em que a alegria e a euforia foram uma constante, eis que denotei que apesar de pensarmos o contrário a maior parte das vezes os primogénitos são uns sortudos nem que seja devido ao facto de que as mamãs não fazem a mínima ideia para o que vão. Claro que provavelmente no meu caso foi mais acentuado porque apesar de a 1ª gravidez ter sido planeada, desejada e em condições consideradas perfeitas revelou-se um parto traumático, sonhos por terra e uma família e casamento desfeitos, mas fiquei com um filho lindo, perfeito, inteligente que amo muito e que é o meu mundo.
Avançando...
Depois de o meu primogénito reagir muito bem à vinda de um irmão à sua realidade eis que um grande peso foi retirado dos meus ombros e dei-me ao luxo de viver esta gravidez da forma mais tranquila e positiva possível. Algo que não é fácil. Gerindo horários e a vida do mais velho com a minha e a do seio familiar que entretanto se constituiu antes deste bebé aparecer. Trabalho+escola do mais velho+actividades extra do mais velho+vida familiar+parceiro futuro pai e já pai de uma menina. Dou por mim a pensar "Bolas!!! Do primeiro era mais tranquilo. Que canseira! Quando tiver que andar com o pirralho ao colo e a mama do lado de fora a dar estas voltas vai ser lindo vai." Respiro fundo, conto até dez e mentalizo-me: "tranquila... quando chegar a altura aguentas".
Para não falar em saídas muito egoístas em que penso que no momento em que me sentia liberta de creches com prestações milionárias, fraldas, carrinhos, toda uma logística de peso e que já tínhamos putos que nos acompanhavam para quase tudo, eis que penso: "Tão depressa não seremos só nós os dois outra vez para namorar, chegar tarde, saborear umas belas garrafas de vinho e as outras cenas  como nos entretermos e brincarmos um com um outro até adormecermos." E o medo de que a história se repita e que acabe a braços com uma realidade que já conheço bem graças ao pai do primeiro.
A alegria quase contagiante dos amigos e alguns familiares mais próximos vai dando algum ânimo mas não necessariamente animando. É simpático vá!! Não nos dizem nada que já não saibamos e giro giro é estar alegre com a barriga dos outros. Sejamos francos.
Não me levem a mal, a sério. Acredito que muitos sejam sinceros e que realmente vendo as coisas agora, na recta final, viver uma gravidez outra vez era algo que sempre quis, apenas tinha descartado essa possibilidade devido às circunstancias da vida. Mas como já afirmei, a primeira experiência da maternidade tinha tudo para dar certo e foi o que foi, esta segunda que, em termos de comparação, é o oposto talvez seja a que vai vingar e quiçá seja o selo para uma relação duradoura, leal e verdadeira. À segunda volta os valores são outros e sejamos francos: NÃO HÁ PRÍNCIPES ENCANTADOS, MAS HÁ SAPOS QUE SÃO UM ENCANTO. Prefiro um sapo que seja um espectáculo do que um príncipe que seja uma besta quadrada.
Uma coisa que vem de uma segunda gravidez é a falta de paciência para as conversas que advém de outras mães com 2 ou mais filhos. NÃO HÁ PACHORRA!!! Oiço e sorriu só numa de boa educação, porque a vontade é mandar todas pastar e dizer que não estou com pachorra para comparar partos como as velhotas que passam a vida no centro de saúde a ver quem tem mais doenças. Chego mesmo àquele ponto de blá blá blá Wiskas saquetas.
Claro que dou sempre ouvidos às boas amigas e família muito próxima, mas isso não quer dizer que diga Amém a tudo.
Claro que depois dos enjoos, a subida de peso, o aparecer da barriga, o sentir do bebé, a alegria do companheiro e do mais velho, começas a pensar que tudo vai correr bem e desfruta a viagem porque vais fazer tudo por tudo para não comprares este tipo de bilhete outra vez.
Eis que reparas que és mais selectiva e menos impulsiva nas compras das coisas para o bebé porque tens plena consciência que abusaste no primeiro. Começas em busca de empréstimos e chegas ao ridículo, mas muito bom, de seres contactada por mães depois de ti que ainda têm coisas que tu prontamente emprestadeste, e pensas: "Espectáculo!!! Isto sim, isto é muito boa onda."
Dás por ti a guardar a roupa do mais velho para o mais novo porque já sabes que a roupa dura pouco porque eles crescem rápido e, no meu caso, lá tive de comprar o que se perdeu do primeiro (que por acaso também fui eu que comprei) porque ficou na casa que era tua que "largaste" e que levou sumiço estratégico-justificado. 
A figura muda e apesar de não teres ganho muito peso pensas que todas as hipóteses de entrares nos 40 enxuta, podre de boa, caem por terra. Porque se já estava difícil sem estares grávida... bem... vai ser uma missão impossível. E depois lá vem a insegurança de que depois tens de viver a recuperação do parto, a fase do pós em que tu és uma vaca autêntica que tens de te adequar a uma nova realidade e com as exigências da vida do mais velho começas a imaginar se o companheiro vai perceber... A ver vamos. 
A postura é bem mais descontraída, mas não é à vontadinha. Os receios são os mesmos. Que tudo corra bem na hora do parto. Que o bebé seja saudável e perfeito o resto corremos atrás (como diz a sabedoria brasileira).
Mas quando se sabe para o que se vai e se o primeiro já foi difícil, até passar a hora e ver-me a desfrutar desta família que alargo com meu filho, tua filha e nosso filho e continuar contigo aí sim. Penso... Bora lá aproveitar isto ao máximo!!!!

A menos de um mês porquê isto tudo???
Porque me apeteceu saborear com calma este estado de graça e porque deu vontade de partilhar sem filtros.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Buying the Stairway to Monday!!!

Nada melhor como começar a semana com um evento bem supimpa e ir ver e ouvir uma das bandas de referência mundial do Heavy Metal e que amo de paixão. A oportunidade surgiu e aqui a menina agarrou com as duas mãos!!!! e lá rumei eu para o El Corte Inglês toda fresca e fofa.
O evento tratava-se de uma projecção de um filme documentário dos Led Zeppelin que consistiu num desfile de malhas da banda em diversos concertos. Ao que pareceu a coisa contou com o apoio da M80 e tinha como anfitriões Nuno Galopim e dos “Led On” (Paulo Ramos, Mário Delgado, Zé Nabo, Alexandre Frazão e Manuel Paulo) que farão a apresentação do documentário."
Anfiriões, nada!!!! Mas para compensar assistiu-se a loop interminável de um Sketch da M80 onde entrava um tijolo, uma bola de espelhos, um casal apaixonado e dois temas de Roxette que me deixaram com uma vontade tremenda de cortar os pulsos e o meu nervo de estimação localizado na pálpebra do olho esquerdo prestes a accionar.
Eis que a música pára e o loop passa a cinema mudo e a certo momento as luzes apagam. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Let's ROCK!!!!
O desfile começou com "Communication Breakdown" e apartir daí não parei na cadeira!!! AAAAAAAA aquele som!!! Aquelas imagens dos concertos!!! Ver aquela malta e ficar roída de inveja porque por mais que queira nunca irei ver Led Zeppelin ao vivo e vou ter sempre que me contentar com os álbuns remasterizados e Dvd's de concertos e bandas de tributo. E viajo para aquele tempo de grandes gadelhas, decotes até ao umbigo (nos homens, porque mulher com esse tipo de decotes só mesmo nos dias de hoje), mulheres às cavalitas dos namorados (ou não) de soutien ou sem ele, calças à boca de sino bem largas nos sapatos mas muito apertadinhas e gastas no abono familiar que de tão apertado as bolas são separadas do resto num regime rígido de aparthaide. 
A influência do Blues, rock negro para mim é flagrante e quem não tiver a mesma opinião que eu paciência. Para mim foram e serão uma banda à parte. São o breakthrough para uma nova era de electricidade e peso. Os pais do Heavy Metal e doMetal que ouvimos hoje. Começou tudo com eles e com outros tantos como Black Sabath, Dio e Deep Purple. Aliás, não fosse Led Zeppelin o tributo a esse peso.
Reza a lenda que O nome Led Zeppelin surgiu graças a uma ideia de Keith Moon, do The Who que, achou que a banda tinha um som pesado e voava como um zepelim de chumbo. O dirigível criado pelo inventor, o conde alemão Ferdinand Led Zeppelin, que lhe deu o seu nome e que nos voos de ensaio caíam no Reno e largavam grande quantidades de hidrogénio deixando todos com uma grande pedra. Daí a associação do ataque pesado do Led Zeppelin ao ataque pesado da banda britânica ao rock conhecido até à data. Formada em Londres em 1969 pelos guitarrista Jimmy Page, o vocalista Robert Plant, o baixista e teclista John Paul Jones e o baterista John Bonham atacaram a sua cidade e o resto do mundo com o seu som pesado.
Enfim, se quiserem saber mais há o site oficial da banda. Pesquisem!!! Foi com surpresa que ouvi uma malha que não conhecia (toma lá para aprenderes) e que é divinal de simples que é. "Going to California" já faz parte das malhas a ter sempre comigo no telemóvel para ouvir quando quiser à hora que bem entender.
Das poucas coisas que me ocorreram pela mente enquanto aproveitava aquela oportunidade deliciosa eram que a semana não poderia ter começado da melhor maneira e que a geração dos meus pais só não ouviam boa música porque não queriam e porque Salazar não deixava. Ainda tive o privilégio de ouvir os vinil da banda que o meu pai de forma sorrateira trazia na mala quando era marinheiro embarcado, mas que infelizmente não beneficiaram do mesmo salvamento que os que tenho lá em casa porque sucumbiram às modas de dona de casa da minha mãe que insistia em ter a sala feita numa floresta de plantas domésticas e numa rega mais generosa morreram afogados.
Foi um privilégio. Muito obrigada a quem tenho de obrigadar (ao deafener da SFTD Radio)

Fica aqui a lista de músicas que foram compiladas no documentário que serviu de apresentação para o 
Classic Live LED ZEPPELIN que estará nas salas de cinema:

1 "Communication Breakdown" (from Royal Albert Hall – 9 January 1970) 
2. "Bring It On Home/Bring It On Back" (from Royal Albert Hall – 9 January 1970) 

3. "Immigrant Song" (from Sydney Showground – 27 February 1972) 
4. "Black Dog" (from Madison Square Garden – 28 July 1973) 
5. "Misty Mountain Hop" (from Madison Square Garden – 27 July & 28, 1973) 
6. "The Ocean" (from Madison Square Garden – 27 July & 29, 1973) 
7. "Going to California" (from Earls Court – 25 May 1975) 
8. "In My Time of Dying" (from Earls Court – 24 May 1975) 
9. "Stairway to Heaven" (from Earls Court – 25 May 1975) 
10. "Rock and Roll" (from Knebworth – 4 August 1979) 
11. "Nobody's Fault but Mine" (from Knebworth – 4 August 1979) 
12. "Kashmir" (from Knebworth – 4 August 1979)
13. "Whole Lotta Love" (from Knebworth – 4 August 1979)


Para mim, pessoalmente, falhou por faltarem duas musicas lindíssimas. São elas:


e





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Hepatite C#%#$¥o!!!!


Foi com um misto de emoção, revolta, tristeza e vergonha que vi a reportagem acerca do farmaco que o Sr ministro negoceia e a morte de mais uma doente de Hepatite C que, curiosamente ou não, aguardava tratamento através desse mesmo farmaco. 
Pensei para mim: que vergonha de país é este que tem pessoas, contribuintes, cidadãos votantes a pedir pela vida em desespero à porta da Assembleia da República? Que país é este que tem a saúde a pagar facturas aos serviços do sistema privado? Que país é este que dá-se ao luxo de regatear e cortar cuidados e direitos consagrados na própria Constituição da Republica Portuguesa? 
Não percebo. Sou burra, abécula e trambolha porque não entendo como o Homem é capaz de tanta frieza e maldade. Numa sociedade global que se derrete a ver canitos a serem adotados por gatas vê inerte às execuções bárbaras e consente a que vidas humanas valham menos de nada. 
Este é  um mundo e  um país que me envergonha e ao qual, simultaneamente, orgulho-me de defender. Seja a nível profissional, familiar e pessoal. Para mim somos o melhor país do mundo porque é que não sabemos ser como ele? Sim!!! Porque é que não sabemos ser belos e radiosos como o nosso país? 
Os governos (TODOS) desbloqueiam milhares e até milhões para tanta coisa e não se consegue gerir as finanças para salvar vidas??!!! Vai alguém morrer se o dinheiro faltar para pagar subsídios a fundações que todos sabemos que não dão em nada? Vai morrer alguém se não forem direcionadas quantias para a inserção de quem não quer ser inserido e nem trabalha e nem desconta como prova de boa vontade que o quer fazer? 
As pessoas que estão doentes e desesperadas como o senhor que interrompeu hoje o Sr. Ministro da saúde não pediu para ficar doente! Nem os doentes oncológicos, nem os doentes de diabetes e tantos outros. ELES Votam!!! Sabem disso??? Ao menos lembram-se disso??? As famílias deles e os amigos também!!!! Ao menos tenham um pouco de humanidade e vergonha como eu ao ver pessoas desesperadas a pedir pela vida. Não é por horas de trabalho, nem por aumento de salário. É PELA VIDA!!!!
O desprezo é tanto assim??? Recuso a pensar em tal coisa. Gastou-se tanto Dinheiro por causa da gripe A e a montanha pariu um rato. Ao ponto de se chegar ao ridículo de até se cuscovilhar que até havia perigo de tomar a vacina salvadora. E não há dinheiro para colocar vacinas essenciais no plano de vacinação nacional e para tratamentos com taxa de sucesso como a do farmaco em questão??!!! Que tipo de humanos nos tornámos em que uma farmacêutica americana dá-se ao luxo ao nível da máfia tal como Deus todo poderoso para pedir e dominar a vida de outros. É  um mundo triste em que vivemos. Damos cabo de nós mesmos e da única casa que possuímos. 
Se existir vida para além desta peço que viva no corpo de um animal, ao menos é autêntico e puro. Incapaz de fazer maldade e mata apenas para sobreviver. Ou então que seja uma pedra bem dura, para nada sentir. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Coisas de gaja: à descoberta da LUSH


Há relativamente pouco tempo, através do facebook, conheci a marca de produtos de cosmética naturais, vegan, amigo do ambiente e amigo dos animais (entenda-se não fazem parte das marcas que testam em animais) e de lá para cá tenho adquirido aos poucos alguns dos produtos manufacturados artesanalmente da marca em questão.  
A última aventura foi a aplicação da tinta para o cabelo HENNA Caca Marron. A LUSH apresenta uma gama de hennas bem cheirosa e que, ao contrário das tintas convencionais, hidratam e o tacto ao cabelo fica muito mais macio. Para quem tenha cabelos muito finos e não goste são muito boas. Para quem tenha um cabelo encaracolado a dar para o frisado é óptimo. Aquela sensação de esfregão de arame desaparece. 
Para além de naturais disfarçam os cabelos brancos e as cores são lindas. Não são muitas mas são fortes. Caca Brum para que queira castanho discreto mas brilhante, Caca Marrom para quem goste de reflexos avermelhados acentuados é uma cor semelhante a uma castanha ao sol, Caca Rouge para quem goste de ruivos (nos cabelos louros) ou um encarnado destacado (nos cabelos escuros) e a Caca Noir para os cabelos pretos. 
Mas enganem-se se estão à espera de um kit convencional de coloração do cabelo. Para além destas tintas serem em barra, lembrando uma barra de chocolate (atenção, manter longe da pequenada é gente gulosa) o kit é caseiro. Com uma boa faça, um fervedor, uma taça é uma colher de pau vocês fazem a festa é a vossa casa fica a cheirar a bolo. A sério!!!! 
Depois de dissolver a barra em agua a ferver até a tinta parecer uma massa de bolo pronto para ir ao forno está na hora de calçar luvas e partir para s aventura. 
Como poderei dizer... O procedimento requer cuidado para não sujar muito a casa de banho (porque ela vai ficar suja) e talento para com muita calma e cuidado a pasta fique na cabeça. Literalmente parecia que estava a colocar trampa no cabelo mas não chorava por causa dos quimicos. 
Pior do que colocar e ficar 2h com a cabeça pesada e selada a película aderente é tirar tudo. A sensação de cabelo macio surpreende e a cor também. Para uem tenha poucos cabelos brancos e queira brilho esta é uma coloração a usar. 
Concelhos:
Usar uma boa faca. 
Forrar a casa de banho ou o sítio onde vão fazer o procedimento com jornal. 
Limpar tudo só depois de tudo retirado. 

Outros produtos surpreendentes são o desmaquilhante, o creme hidratante Celestial e as espumas e bombas de banho. 



A experimentar tudo!!!! Fica o conselho. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

SIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cristianinho lá levou a Ballon d'Or mesmo à vista do Beringela Messi que nem reagiu à vénia que Cristianinho lhe fez a dizer que quer iguala-lo na 4ª e ultrapassa-lo com a 5ª. 
O ano sorriu ao Madeirense estatuado e bem artilhado, mas nem tudo foram rosas. Contou com os cardos das lesões e das fracas figura e prestação no Mundial.
O Messi saiu do mundial de mão cheia com o título de melhor jogador, talvez porque o ROBBEN, o holandês que fez relembrar a garra da Laranja Mecânica, já estava a caminho de casa e assim lá foi levado ao colo pela dupla anti Cristianinho, orgulho da Sra. Dolores, Joseph S. Blatter e Platini.
Mas nem mesmo o ambiente gélido que pareceu viver-se na entrega da Bola o fez lembrar que esse prémio foi uma compensação da desvantagem que iria ver na votação em relação ao seu rival.
Estes dois fazem-me lembrar o Niki Lauda e o James Hunt na formula 1. Só que o Messi parece não perceber que a competição pode ser inspiradora e respeitadora. Lança assim uma imagem pequena de homem pequeno, carácter pequeno e gosto para fatos de cerimónia pequeno.