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segunda-feira, 11 de junho de 2018

40 QUARENTA

QUARENTA... QUARENTA...
Parece que temos de abrir a boca de modo a mostrar os dentes todos (e respectivos chumbos) para dizer este palavrão.
Aliás... QUARENTA... deveria ser sinónimo de foda-se.
O que o foda-se tem de libertador tem o QUARENTA de pesado e assustador.
A malta vai dizendo: "Não stresses!!!! Os quarenta são os novos trinta." 
Pois... Mas os meus trinta foram um contentor do lixo às 5 da manhã depois dos vinte de plenitude, sonhos e conquistas (vi esta deixa num filme que vai estrear esta semana no cimena com a Charlize Theron em Tully e adorei - estou mortinha por ver esse filme). Por isso... LAMENTO NÃO ESTAR A BATER PALMAS COM AS BADANAS DO CU por fazer QUARENTA. Muito pelo contrário. Parece que a vida me bateu na cara como uma bolada surpresa em que depois das tonturas e da cegueira momentânea vês que não estás nem a metade do que gostarias. 
Parabéns aos que conseguem entrar nos QUARENTA a pé juntos e com tudo em cima. Lamento mas não sou um desses exemplos.
Uma coisa senti com o aproximar desta idade da ternura, como gostam de chamar, que o meu botão I DONT GIVE A FUCK está mais operacional e que a capacidade de destravar a língua também. Ora, se ela já não tinha grandes pastilhas de travão agora muito menos. Medo... Muito medo.
Apesar de o corpo não ser de uma rapariguinha jovem, como é lógico, principalmente depois de parir 2 rapagões, um deles aos 37 anos... Claro que o excesso de peso no corpo e de gravidade nas peles da cara são uma realidade... mesmo assim sinto-me na mesma. Nem nova nem velha. Sinto-me como sempre. Não tão expectante como nos 20 ou 30 mas mais naquela... "Ok. Tens 40. Vamos lá ver onde esta merda te vai levar. Um dia de cada vez."