- Que há mais cães no mundo. Mas eles não sabem, porque cada vez que vêm um semelhante desatam a querer correr para cumprimentar o seu semelhante e se o cão for grande (como o meu) é bom que tenhamos umas bolas de chumbo presas ao tornozelos para os segurar, porque senão vamos com as fronhas ao chão e ficamos com a cramelheira partida e aí sai mais caro ter um cão do que já é porque acrescentamos a conta do dentista.
- Que não posso sair sem estar munida de sacos de plástico para apanhar os presentes que o meu cão possa deixar em locais pouco adequados e que transtornem a livre circulação das outras pessoas.
- Que nem todos os donos de canídeos saem de casa munidos dos mesmo sacos porque cada vez que passeio como meu cão tenho de fazer autênticas gincanas.
- Que o meu cão, ao contrário de outros, gosta de cagar na moita mais longe (lá no car"!/= mais velho) e mais densa no meio do matagal nem que me arranhe toda nas silvas e fica só de cabeça de fora (naquela posição que é identica à que faço quando tenho de fazer as minhas necessidades numa casa de banho pública) com os olhos esbugalhados e meio envergonhado com uma expressão no focinho tipo: "Qu'é??!!! Já que tenho que cagar na rua ao menos um pouco de decoro tá?"
- Não há muitos caixotes do lixo para deitar o saquinho fora, e tenho de acabar o passeio com o saco pela mão como se tivesse ido à mercearia do bairro comprar castanhas.
- A teoria que ter um cão ajuda a perder peso porque nos torna mais activos e saimos à rua para caminhar cai por terra. A razão é apenas porque ele pára de 5 em 5 segundos para mijar, marcar território e cheirar o rasto dos outros cães. Eu acho que o mijo para além de ser um localizador geográfico do FB dos cães é também um serviço de sms em que eles sabem quem esteve alí. UMA PESSOA NÃO CONSEGUE TER 15 MINUTOS DE MARCHA SEGUIDA.
- Que existem 2 tipos de donos: os anti-sociais e os tranquilos. Os anti-sociais não falam com ninguém, não deixam o animal socializar com ser algum e se for necessário até continuam o passeio com o cão ao colo. Os tranquilos são os que gostam e deixam conviver, trocam experiências e aprendizagens e até avisam se não dá para fazer algumas das situações referidas anteriormente.
- Quem nem toda a gente gosta de cães (Como é possível?) e temos que respeitar isso.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
O que aprendi desde que levo o cão à rua
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Tesourinho antigo.
O que uma pessoa encontra quando anda de volta das contas on-line e quer mudar fotos de perfil. Se há foto que me descreve bem é esta. Tenho esta memória bem gravada no meu disco rígido. A música, que ainda toca lá em casa neste gira-discos, o cheiro e a textura do sofá, até os cortinados. Tenho pena é que esta táctica não resulte com os meus filhos para poder limpar a casa descançada. Porque eu caía que nem uma patinha.
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Sem culpas!!!
Uma coisa que se aprende com uma separação (caso seja essa a situação e a qual conheço bem) ou com um segundo filho é que não há culpas em tirar um pouco de tempo para nós. Nem que seja a hora e meia que falta para a bendita da máquina de lavar loiça terminar e ter de fazer tempo para programar a da roupa. A Malta já se encontra em “vale lençóis” e eu a aproveitar o suposto “dolce fare niente” para ver televisão e “aculturar-me” porque isto de passar pelo processo de gravidez e pós-parto parece que paramos no tempo, no espaço e na vida. O mais novo já falta pouco para fazer dois anos e eu ainda parece que estou a correr atrás do comboio.
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