Translate

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que aprendi desde que levo o cão à rua


  1. Que há mais cães no mundo. Mas eles não sabem, porque cada vez que vêm um semelhante desatam a querer correr para cumprimentar o seu semelhante e se o cão for grande (como o meu) é bom que tenhamos umas bolas de chumbo presas ao tornozelos para os segurar, porque senão vamos com as fronhas ao chão e ficamos com a cramelheira partida e aí sai mais caro ter um cão do que já é porque acrescentamos a conta do dentista.
  2. Que não posso sair sem estar munida de sacos de plástico para apanhar os presentes que o meu cão possa deixar em locais pouco adequados e que transtornem a livre circulação das outras pessoas. 
  3. Que nem todos os donos de canídeos saem de casa munidos dos mesmo sacos porque cada vez que passeio como meu cão tenho de fazer autênticas gincanas.
  4. Que o meu cão, ao contrário de outros, gosta de cagar na moita mais longe (lá no car"!/= mais velho) e mais densa no meio do matagal nem que me arranhe toda nas silvas e fica só de cabeça de fora (naquela posição que é identica à que faço quando tenho de fazer as minhas necessidades numa casa de banho pública) com os olhos esbugalhados e meio envergonhado com uma expressão no focinho tipo: "Qu'é??!!! Já que tenho que cagar na rua ao menos um pouco de decoro tá?" 
  5. Não há muitos caixotes do lixo para deitar o saquinho fora, e tenho de acabar o passeio com o saco pela mão como se tivesse ido à mercearia do bairro comprar castanhas.
  6. A teoria que ter um cão ajuda a perder peso porque nos torna mais activos e saimos à rua para caminhar cai por terra. A razão é apenas porque ele pára de 5 em 5 segundos para mijar, marcar território e cheirar o rasto dos outros cães. Eu acho que o mijo para além de ser um localizador geográfico do FB dos cães é também um serviço de sms em que eles sabem quem esteve alí. UMA PESSOA NÃO CONSEGUE TER 15 MINUTOS DE MARCHA SEGUIDA.
  7. Que existem 2 tipos de donos: os anti-sociais e os tranquilos. Os anti-sociais não falam com ninguém, não deixam o animal socializar com ser algum e se for necessário até continuam o passeio com o cão ao colo. Os tranquilos são os que gostam e deixam conviver, trocam experiências e aprendizagens e até avisam se não dá para fazer algumas das situações referidas anteriormente.
  8. Quem nem toda a gente gosta de cães (Como é possível?) e temos que respeitar isso.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tesourinho antigo.

O que uma pessoa encontra quando anda de volta das contas on-line e quer mudar fotos de perfil. Se há foto que me descreve bem é esta. Tenho esta memória bem gravada no meu disco rígido. A música, que ainda toca lá em casa neste gira-discos, o cheiro e a textura do sofá, até os cortinados. Tenho pena é que esta táctica não resulte com os meus filhos para poder limpar a casa descançada. Porque eu caía que nem uma patinha.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sem culpas!!!

Uma coisa que se aprende com uma separação (caso seja essa a situação e a qual conheço bem) ou com um segundo filho é que não há culpas em tirar um pouco de tempo para nós. Nem que seja a hora e meia que falta para a bendita da máquina de lavar loiça terminar e ter de fazer tempo para programar a da roupa. A Malta já se encontra em “vale lençóis” e eu a aproveitar o suposto “dolce fare niente” para ver televisão e “aculturar-me” porque isto de passar pelo processo de gravidez e pós-parto parece que paramos no tempo, no espaço e na vida. O mais novo já falta pouco para fazer dois anos e eu ainda parece que estou a correr atrás do comboio.