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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

VLAD!!!!

O VLAD demorou a entrar na minha vida e na vida cá de casa. Para a minha demorou uns 30 anos e cá em casa uns 3/4 anos. 
Apenas posso afirmar que com 3 dias connosco este sacana já quer tomar conta da cama e já colocou as duas gatas em estado de ciumeira cronica. 
Antes dele houve muitas tentativas e alguns amargos de boca. Ou porque as pessoas não sabem o que querem, ou porque as associações de apoio e socorro aos canitos e gatitos também têm as suas agendas e prioridades bem estabelecidas em prol do tão apregoado bem fazer e socorro ao animal. 
Enfim, o que posso fazer é agradecer a todos os que me ajudaram e principalmente aquelas que me abriram os olhos para certas nuances que não são colocadas a descoberto nos programas de televisão que publicitam as suas "nobres" acções. 
O conselho que dou é simples, bem como a constatação que chego neste longo processo. As conclusões são estas (e passo a numerar): 
1. O Homem é um ser egoísta que se rege de caprichos e para tal usa, abusa e destrata o que é inocente, puro e indefeso;
2. As associações de FB que partilham as situações delicadas de patudos são uma ajuda para quem esteja sensível a ajudar, publicitar e entupir os canais para tornar visível a desgraça destes animais fazendo assim uma belíssima figura;
3. As pessoas de Bem e com bom coração que se voluntariam para dar aos canitos em situação grave um pouco dignidade devem fazê-lo com apoios, autorizações e de forma planeada. De outra forma estão (a meu ver) a fazer o animal definhar em morte lenta em cativeiro numa box abarracada e fria, que talvez até seja pior que um sono eterno;
4. As pessoas que fazem o mesmo que as referidas no ponto anterior mas que têm a esperteza de o fazer de forma autorizada e bem organizada sejam claros e francos para com os fregueses e que certos tiros nos pés sejam apagados nas suas acções de apoio e socorro animal. É muito bonito publicitar desgraca para ganhar a simpatia e ajuda  alheia. É muito bonito ter preocupação na entrega do produto. O que não é bonito e talvez nem muito funcional é fazer jogada de prioridades de clientela só porque um freguês leva e paga mais correndo o risco de devolver a mercadoria mais rapidamente do espectavel ou desejável. 
Enfim... O que interessa é que o VLAD teve um natal supimpa e está a conquistar a sua família. 
Agradeço principalmente a sinceridade e humildade da pessoa que me colocou o VLAD nas mãos e a duas entidades que, para mim, foram as que se mostraram transparentes. A Labrador Rescue Portugal e o consultório veterinário Dra Rute Matos foram as que após o meu contacto se mostraram sempre disponíveis para qualquer dúvida e na transmissão informação importante. 
No processo de adopção do VLAD não interviram mas nunca se sabe o que virá no futuro. 
5. Em caso de encontrar um animal perdido não tirem fotos para colocar no FB para que todos pensem que são boas pessoas. Boa pessoa é aquela que recolhe o animal, o que faz registo da ocorrência da situação ou então através do chip contacta os respectivos donos. 
6. Se adoptam um animal para lhe colocar um laço e entregar dentro de uma caixa mágica para entregar na noite de Natal para a competição de: "quem quer ser o titular de oferecedor da melhor prenda de natal" pense 2 vezes. Para oferecer coisas há uns cães de louça muito bons. Sentam, ficam quietos e não cagam nem mijam. 
7. Quando adoptarem um animal que seja até à morte. Abandonar um animar é uma atitude muito cobarde. Não o fechem ou o deixem esquecido  em casa. Isso é abandono, crueldade e tortura. 
Admiro mais os que dão os seus animais para adopção porque por alguma razão não podem continuar a cuidar deles. 

E cá está o famoso VLAD!!!! Negro como a noite breu mas com um olhar de derreter os corações mais infantis como o meu. 



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Advento

O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.
É a atura em que todos tiram as árvores de natal, montam e enfeitam todos felizes e contentes e postam no Facebook para ver quem tem a árvore mais bonita, quantos likes vão ter e quantas selfies vão postar com a árvore. Como é que eu sei? Ora... vejo e também o faço. E os dias que se seguem são de completo boicote a grandes limpezas à divisão onde a árvore foi plantada e se houver animais de estimação, principalmente gatos e cães, haverão mais selfies a serem publicadas e em que se publicitará que não há casa mais louca e divertida como aquela do gato no topo da árvore e do cão que fez do canto do natal em frangalhos.
Andamos todos loucos à procura de prendas ou a dar em loucos com a quantidade de brinquedos e coisa e coisinhas que se vendem e se compram com o pouco dinheiro que não sobra da Troika para ter alguma coisa para mostrar dar neste natal. As pessoas correm nas lojas e nem se olham e as musicas nos supermercados e centros comerciais são mais do mesmo, seja em pan pipes, gospel, flautas, metais e guizos, bandas sonoras de filmes de comédias românticas alusivas à época. É a loucura.
Andamos até à noite santa em modo bem comportado e as chantagens para os miúdos se portarem bem e tirarem boas notas ganham força. E eles, que remédio, tentam ao máximo da sua força estás à altura de ganhar pelo natal todas aquelas coisas que listaram ou assinalaram nos catálogos de natal dos hipermercados deixados na caixa do correio SÓ para ajudar o Pai Natal.
Das prendas que mais quis receber pelo natal e/ou para o aniversário foi um canito para brincar e fazer-me companhia. Daqueles que fazem as árvores de natal em frangalhos e que cagam e mijam a casa toda. Mas não recebi. Nem em criança, nem depois de crescida e de tão formatada que fiquei, mesmo depois de independente e por minha conta e risco, não tive coragem ou oportunidade para trazer um amiguinho de 4 patas cá para casa. Fui arranjando alternativas e outro tipo de animais. estou com um saldo de duas gatas antagónicas e um casal de periquito.
Porquê? Poderão perguntar. Talvez andasse ocupada demais, não tenho muito tempo, não concordo em ver os cães presos por trelas e em varandas a ganir o dia inteiro. Tenho a ideia que quando trazemos um animal para dentro do lar ele passa a fazer parte do mesmo. Ultimamente tem sido ponto de discussão com o autocolante por causa das gatas. Acabámos por arranjar um sistema que vai resultando.
Mas esta vontade/desejo de avançar para o canito está a crescer o que fez com que ande mais atenta aos nossos melhores amigos. Sempre disse: "Querem devoção e lealdade a 100%??? Arranjem um cão!" E tem-se revelado numa verdade irrevogável. 
O que esta atenção revelou? O que se sabe. Que há muito animal abandonado, que há muita gente que entrega o seu tempo e devoção a estes animais para compensar o mal que muitos lhes fazem ao imaginar que a dar um cachorro pequenino, fofinho e peludinho aos filhos no natal estão a dar peluches. E é tudo lindo nessa noite em que são os maiores e melhores pais do mundo e a satisfação vai diminuindo à medida que os canitos vão crescendo e as suas cagadelas e poças de mijo também. Que há muita gente que investe 1000 euros ou mais num casal ou num cão de raça com pedigree e LOP (seja isto o que for) para fazer criação e vender com vacinação, chip, desparatização e mais outra coisa qualquer e assim montam uma linha de montagem em que o macho é um montador profissional e a fêmea uma máquina parideira. 
A indústria dos animais de companhia é um mundo maravilhoso, faz-me lembrar a as condições de trabalho e outras situações macabras que existem em lugares temáticos encantados que servem para nos vender mundos de sonho.

Enfim... O natal é lindo... 
Fica a dica...