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domingo, 14 de abril de 2019

Do capítulo: Coisas fáceis impossíveis de conseguir fazer - ver televisão ou cinema.

Desde que o pirralho mais novo ganhou forma de virar a casa do avesso que coisas simples ficam difíceis de concretizar. Para que seja claro fica um exemplo: fazer uma tarefa se qualquer interrupção. Sim. A simples acção de ir à casa xe banho fazer o número 1 ou 2 não garante que antes de avançar para o papel higiénico não seja abafado com o puto a entrar com o saco do pão a pedir uma bolinha para roer.
Está se a imaginar a quantidade de atentados higiénicos se cometem neste simples episódio.
Mas... lá numa trégua impensável ou durante uma sesta interminável (em que o deixamos a dormir 3/4 horas e depois logo se vê quando for altura de dormir até outro dia, porque o mais velho já não nos liga nenhuma e a Ps4 é o centro do universo) consegue-se ver um filme ou uns episódios da série preferida do momento.
Isto tudo para aconselhar dois filmes e uma série que não me são indiferentes.
Filmes:
"Tully", a Charlize Theron não desilude seja em que registo for. A mulher é um espanto a todos os níveis.



"Lego Movie 2", este filme não é para miúdos. Está dirigido para os graúdos e como bonus entretem a pequenada enquanto os pais gozam as cenas. Música, piadas, enredo e o LEGO são ingredientes bem maduros e genialmente bem trabalhados neste filme.



Série:
Eu sei que anda tudo com a tesão do GOT mas a série vai passar a correr e quando derem por ela já terminou e vão ter de esperar 3 anos pela prequela.
"Peaky Blinders" para quem goste de uma série de época. Está genial e tem grande elenquo. Já vai para a quinta temporada. Passou despercebida,eu sei, mas mais vale tarde que nunca.


Ficam as dicas.

domingo, 17 de março de 2019

Quem quer vê. Só vê quem quer.

A televisão é uma seguidora/impulsionadora de correntes temáticas dos programas em voga.
Já assistimos à corrente dos reality shows, depois foi a febre do cooking e agora é a febre do amor.
"All you need is love" lembram-se?
Pois claro. Agora a tendência é fazer serviço público para os encontros amorosos. Porque realmente há quem precise de ajuda para arranjar o amor e para concretizar sonhos.
E não se fala em mais nada se não em amor verdadeiro, sincero, transparente e amigo. MAS (há sempre um mas) tens de ter menos de 70kg, ser lindo como tirado de uma capa de revista e não convém ser muito esperto.
A mim, pessoalmente, diverte-me. Diverte-me ver a reacção das pessoas em convívio e pelas costas.
Diverte-me ver as vacas, as ovelhas, as galinhas e tudo mais. Agora se o amor se encontra num programa de tv? Acredita quem precisa. Participa quem quer. E faz dinheiro com isso quem é esperto.



sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia da mulher 2019

Muitas são as iniciativas que decorrem no mês de Março para assinalar o dia da mulher. Mas infelizmente, ou felizmente, este dia se celebra com a ironia de que o dia da mulher é todos os dias (porque todos os dias trabalha) ou o do homem (porque todos dias são dias de folga). Para além de que os números de desigualdades e de violência contra as mulheres demonstram que apesar da revolução mental conseguida a pulso e a custo de mortes envergonham e demonstram que o ser humano é a pior espécie à face da terra.
Mas para detalhes históricos há livros sobre o tema e para quem seja mais preguiçoso há filmes. "As sufragistas" é um belo exemplo de uma boa sessão de cinema para esta noite. Ou então, se estiverem com coragem, a serie The Handsmaid's Tail vai arrancar com a 3ra temporada em breve. Então numa de puta da loucura vejam as temporadas anteriores e pensem no assunto.
O dia da mulher para mim é basicamente igual a outro dia qualquer em que tenho de trabalhar, orientar o que é necessário em relação à casa e filhos e agradecer ter nascido num país, que apesar de não ser perfeito e precisar de alterar urgentemente leis e procedimentos legais e judiciais em relação à protecção às vítimas de violência doméstica (incluo mulheres, homens e crianças),porque com atitudes e discussões de solidariedade estão os cemitérios com corpos e crianças sem pais, tem a sorte de não ser um outro país onde as mulheres são consideradas abaixo de cão.
Por isso e tendo em consideração outras realidades até não é nada mau ter liberdade de expressão, trabalho, liberdade de decisão e acção e ter um marido que me acompanha de igual para igual.
Quando todas as mulheres e raparigas do mundo puderem ter algo deste género o mundo seria perfeito.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

40 QUARENTA

QUARENTA... QUARENTA...
Parece que temos de abrir a boca de modo a mostrar os dentes todos (e respectivos chumbos) para dizer este palavrão.
Aliás... QUARENTA... deveria ser sinónimo de foda-se.
O que o foda-se tem de libertador tem o QUARENTA de pesado e assustador.
A malta vai dizendo: "Não stresses!!!! Os quarenta são os novos trinta." 
Pois... Mas os meus trinta foram um contentor do lixo às 5 da manhã depois dos vinte de plenitude, sonhos e conquistas (vi esta deixa num filme que vai estrear esta semana no cimena com a Charlize Theron em Tully e adorei - estou mortinha por ver esse filme). Por isso... LAMENTO NÃO ESTAR A BATER PALMAS COM AS BADANAS DO CU por fazer QUARENTA. Muito pelo contrário. Parece que a vida me bateu na cara como uma bolada surpresa em que depois das tonturas e da cegueira momentânea vês que não estás nem a metade do que gostarias. 
Parabéns aos que conseguem entrar nos QUARENTA a pé juntos e com tudo em cima. Lamento mas não sou um desses exemplos.
Uma coisa senti com o aproximar desta idade da ternura, como gostam de chamar, que o meu botão I DONT GIVE A FUCK está mais operacional e que a capacidade de destravar a língua também. Ora, se ela já não tinha grandes pastilhas de travão agora muito menos. Medo... Muito medo.
Apesar de o corpo não ser de uma rapariguinha jovem, como é lógico, principalmente depois de parir 2 rapagões, um deles aos 37 anos... Claro que o excesso de peso no corpo e de gravidade nas peles da cara são uma realidade... mesmo assim sinto-me na mesma. Nem nova nem velha. Sinto-me como sempre. Não tão expectante como nos 20 ou 30 mas mais naquela... "Ok. Tens 40. Vamos lá ver onde esta merda te vai levar. Um dia de cada vez."



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sou uma pessoa má (até doente)

Descobri que me divirto com coisas sérias desde muito cedo. Mas a memória que guardo melhor é a de quando fui ao oftalmologista pela primeira vez. Para mim foi espetacular ver no consultório uma senhora rececionista com óculos de fundo de garrafa a escrever na agenda as consultas com uma caneta de feltro encarnada de bico grosso e a ver as notas, moedas e cheques encostando às lentes como se estivesse a fazer um scan. O instinto foi tentar dar uma grande gargalhada que foi prontamente barrada com um carolo do meu pai. Era uma criança, agora adulta faria o mesmo que o meu pai aos meus filhos mas com certeza que me ria assim que entrasse no carro quando estivesse sozinha. Porque os exemplos que damos aos nossos filhos são importantes. Mas o mais provável seria irmos a rir da situação e tentar tirar a conclusão que não se deve gozar com as pessoas que trabalham com as limitações que têm, que ao fazê-lo são nobres e os bobos somos nós. 
Ontem na consulta tive uma situação semelhante. Para além de ter gramado mais de 1h de espera cheia de dores ainda tive direito a uma consulta com pormenores típicos de britcom ou MontyPyton. ATENÇÃO que não vou fazer queixas do Sr Dr porque esse para além de cuidadoso, atencioso e simpático apesar do atraso foi muito profissional. Isto é mesmo para realçar a minha personalidade parva e gozona de ver sempre pormenores parvos em TUDO. 
12h30 entro no gabinete para um consulta que deveria ter sido às 11h. “Bom dia Sr. Dr. “ (Pimba!! Arrota que já levaste a boca que ainda estou aqui sem almoçar). 
Dr. levanta-se e estende a mão para um bacalhau. (Ora toma tu que já levaste. Eu 0 ele 1). 
Então o que se passa?
Amígdalas Dr. estou muito aflita da garganta. Acho que são as amígdalas. Doi-me muito a garganta e já sinto dormência nos ouvidos. 
Sente-se ali na cadeira e vemos já o andar de cima e depois a garganta. 
Penso: mas eu falo da garganta e ele vê primeiro os ouvidos? Siga. Tu aqui não percebes nada. 
Ora nos ouvidos só de lá tirou uma bolota. E passou ao piso abaixo, a garganta. 
Dr. : “As amígdalas estão inocentes”
Tu queres ver que o otorrinolaringologista é detetive?
“A senhora tem faringite.” Aí mãe agora já me tratam por senhora. Deve ser por estar prestes a fazer 40 ou estou mesmo mesmo mesmo com aspeto de velha acabada. 
“A senhora grita muito? É que tem a voz muito rouca.”
Passou-me logo um mini trailer mental com uma compilação de gritos que dou aos miúdos, ao autocolante, ao cão, às gatas e no carro. Nem respondo. Digo apenas que sempre tive a voz assim e que até já tinha sido operada às cordas vocais ( o que deve ter sido ótimo para todos lá em casa para além do silêncio o bónus de me ver com um bloco de post-its atrás durante duas semanas). 
Então espero que o Dr. insira os dados no computador, passe a receita e o atestado, e esta parte demora o dobro do tempo. Admito que até tenho um pouco de pena deles, porque são obrigados a fazer aquilo mas ninguém lhes ensinou a usar mais de três dedos para tornar a tarefa mais rápida. Há curso de datilografia para isso sabiam??? Bad call Ministério da saúde. Ou então trocam os pc’s por aqueles aparelhos que há no Mac Donald’s para registar os pedidos que é só preciso  ser bom a bailar com o dedo indicador. Ou outro. Just saying. 
Quando passa à escrita e quando o Dr. tira os óculos da cara e enfia o nariz no papel só me ocorreu duas hipóteses: 1 relembro o episódio de 19noventa e troca o passo e controlo o riso; 2 fico preocupada com o facto se ele precisaria de enfiar o nariz na minha faringe para a ver bem. 
Bem. Levo a receita e o que será, será. 
Ao despedir-me do Dr. noto que ele ficou com um bocadinho da minha bolota na barba. Sou má porque optei não dizer nada porque provavelmente não iria ver ou acabaria por cair. 

Farmácia (momento boneco Herman José)
 Saida dalí sigo com urgência para a farmácia mais próxima para levantar a receita. Enquanto o meu antibiotico é preparado entra um senhor figurinha que nos deixa a mim e ao autoclante meio espectantes e a farmaceutica nº 2 já de sobrencelha levantada.

Tipo:  "Tem Zopidan?"
F2: "Sim. Qual é a caixa que quer?"
Tipo: "Sei lá! eu nem tomo disso." Diz ele em jeito de tipo retratado como o Zé da Tasca no teatro de revista ou aqueles bonecos chico-espertos de Lisboa que o Herman José retrata muito.
F2: "Sabe a cor da caixa?"
Tipo: Epá... Mas isso vem em cores??!!Na sei... traga lá uma pra eu ver."
A Farmaceutica nº 2 respira fundo e aposto que revirou os olhos assim que virou costas e rezou para ter santa paciência para o cromo que lhe acabara de cair ali.
F2: "Veja lá se não é esta." 
Tipo: "Deve ser. É para ver se dorme a ver se pára de me chatear os cornos."
Toca o telefone enquanto a farmaceutica tenta falar com ele.
Tipo: "Tô!! Sim já cá tou. Sim... Tá bem. É essa. Até já."
F2: "Olhe que não pode comprar este medicamento sem receita médica." Alerta ela educadamente.
Tipo: "Eu tenho a receita. Está aqui." E joga a receita para o balcão como se fosse um trunfo de sueca.

Classsseeeee.

Há dias assim. Parece que só vemos maldade ou gozo nas coisas. O que nos rimos com o boneco e aquela cena.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resoluções de 2018

Em modo de atraso, típico de quem é tuga, e como na passagem de ano engoli as passas a monte sem ter tempo de pensar em resoluções e desejos (o que para mim é humanamente impossível, NÃO DÁ TEMPO, e porque detesto passas de uva) e eis que há alguém que pensa exactamente como eu. Mas resoluções para quê? Depois chegamos a 31 de dezembro e tomamos consciência que nada correu como planeamos. Ora vejam:


Digam lá se não é assim mesmo. Não é???

Mas há uma resolução que tento sempre seguir. Nem sempre consigo, mas tento. Até porque este conselho é bastante divulgado pelos médicos, nutricionistas, desportistas... istas em geral e cambada em particular.

BEBER MAIS ÁGUA

Até que trás bastantes benefícios.
Já tenho a garrafinha ao pé de mim com cada hora marcada para me obrigar a beber muita água. Claro que depois passo a vida aflita para ir à casa de banho e aí há outro benefício que vem de arrasto. As caminhadas ou sprints que faço para a casa de banho (faço cardio e tonifico o corpo) para não falar que fico dispensada de fazer agachamentos porque as vezes que tenho de me colocar naquela posição maravilhosa para não me sentar na sanita já é um mega, super agachamento e se ainda tiver o azar de (que tenho sempre) a ponta do papel higiénico colar ao rolo estou ali em posição de como a Alemanha perdeu a guerra em busca da ponta de papel perdida tipo indiana mijona e com todos os músculos das pernas e abdominais em esforço.

Como dá para perceber o ano não vai requerer muito. Água, muita água que faz falta.

De resto... é como esta menina canta e prontes.




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não posso deixar virar o ano sem falar de... Música

Este ano, como muitos outros foi rico em muita música... variada e em abundância seja em concertos, festivais e até em eurovisões.
MAS... Para mim... E a minha opinião vale o que vale, nem todos temos os mesmos gostos, as grandes prendas de Natal antecipadas foram mesmo o lançamento e apresentação do último álbum de MOONSPELL - 1755 e a apresentação do novo álbum e projecto da linda e talentosa Anneke van Giersbergen com VUUR - In This Moment We Are Free - Cities.

Começando pela prata da casa, MOONSPELL,  tenho de admitir que depois do Extinct fiquei um pouco em lume brando com a banda. O Alpha Noir Omega White foi um álbum que me agradou muito, apesar de calmo e tranquilo, mas com o Extinct desconectei da banda porque sempre me agradou as sonoridades mais antigas da banda. 1755 veio como uma chapada de luva branca que os MOONSPELL são a banda de referência do metal nacional. Voltaram aos primórdios em busca das sonoridades, inovaram e ainda abrilhantaram com um álbum totalmente cantado em português. 
Caramba... A primeira reacção que tive ao ouvir o álbum pela primeira vez foi: FDX!!! Bem vindos de volta CRL!!! ADORO!!! Está de mestre. 1755 é uma preciosidade, pelo tema escolhido, pelo cuidado das letras, pela inovação sonora com os arranjos acusticos e clássicos, pela escolha do encadeamento das músicas e ritmo, pelas vozes de apoio, TUDO!!!! PERFEITO!!! Se há relatos históricos acerca do terramoto de 1755 este álbum é sem dúvida um relato musical artístico e cuidado desse dia que deveria ser obrigatório ouvir. Pormenores presentes desde a posição inquisidora e dominadora da igreja através do medo ao relato da desolação final que a lanterna dos afogados tão bem retrata ou o desespero retratada com Todos os Santos. Para mim todo o álbum demonstra um cuidado extremo, tanto de pesquisa como de elaboração. Por isso aconselha-se a todo o português  metaleiro (ou não) a ouvir.


Passando a VUUR: Quem conhece e gosta de THE GATHERING conhece Anneke van Giersbergen. Se não conhecer anda a dormir. Para além de fazer parte do mundo do metal progressivo, vá!!! Se quisermos catalogar a coisa. Esta senhora com cara de menina já fez uns quantos projetos musicas dentro e fora da sonoridade mais pesada. Já fez umas perninhas com November Doom, Anathema e MOONSPELL. Por isso, se gostas de Metal e não conheces esta senhora andas a dormir. O melhor é que esta senhora regressou e regressou em força com VUUR. Se andava farta de ver e ouvir bandas de metal ou sonoridades mais pesadas, que andava. Se andava a achar que tudo soava ao mesmo e que já fazia falta algo... diferente, esta senhora serviu em bandeja de prata o In This Moment We Are Free - Cities. É o álbum!!! É o álbum que conquistou muita gente e que fez alguns ficarem de pestana aberta na sala Tejo do Altice Arena no passado dia 21 de Novembro. Para além da voz dela nunca dececionar as músicas são profundas e sentidas com a particularidade de todas em certa altura terem a frase "In this moment". A interpretação que tiro deste álbum é que a Anneke estava cheia de saudades e vontade de fazer algo assim, e ainda bem. Sejas bem regressada miúda. A malta agradece!!!

Outra banda que tenho de referir e que como prenda de natal antecipada receberam a possibilidade de abrir para Lacuna Coil no Hard Rock no Porto são os BLAME ZEUS. Acho que não é a primeira vez que este nome surge aqui no SemEspinhas mas o álbum que lançaram em Março Theory of Perception não dececiona, muito pelo contrário. Está um pouco mais comercial do que o álbum de estreia Identity, mas muito bem pensado e concebido. Aliás, não conheço nada mal concebido nesta banda e quem os vê ao vivo sabe que rigor e sonoridade fiel é característica da banda. São portugueses e merecem ser falados e até aparecerem na TV. Porque não??? São de um rock muito bem conseguido, com medidas de peso bem tiradas e com uma sonoridade sem falhas. Toca a descobrir.


Não me ocorre mais nada para destacar. Lamento se dececiono alguém, mas à primeira são estas as bandas que me surgem na minha aérea cabecinha.
Por isso, se não sabes o que pedir ou oferecer neste natal faz um favor a ti mesmo e descobre estes três álbuns e não te arrependerás.

Ficam aqui umas amostras:

MOONSPELL



VUUR


BLAME ZEUS





sábado, 2 de dezembro de 2017

SEMPRE... ZÉ PEDRO

A primeira vez que vi Xutos tinha 12 ou 13 anos, foi em Alvalade no espectáculo Portugal ao Vivo. Entre outras bandas, que acompanho até hoje e outras que se perderam no tempo, como  também alguns músicos partiram, sei que adorei os espéctáculo, a música e a irrevência. Partiram aquela merda toda!!!! Foi brutal!!! Para além do espectáculo de luzes, a pirotécnia, as bonecas gigantes insufláveis nas laterais do palco, o especátulo de strip (sim, ouve disso e ninguém morreu) o rock foi sempre a subir e para além de todas as memórias que partilho aqui, e outras que guardo, ficaram gravados também os sorrisos dos membros da banda. De todos. Voltei a ver Xutos inúmeras vezes, como também muita gente. Porque de Xutos quase nunca sentíamos saudades. Eles apareciam sempre, ao ponto de chegar a comentar: "Xutos outra vez???!!!" 
Mas o que é certo é que eles são a alma do Rock Português PURO, e cantado em PORTUGUÊS, e bandas assim sobreviveram poucas de tantas que apareceram após o 25 de abril de 1974 e que no ínicio dos anos 80 viviam da louca e bendita liberdade cultural, social e comportamental que reinava em Portugal.
Xutos surgiram como tantas outras, permaneceram como quantas poucas, abriram portas a muitas outras e ainda cá andam como quase nenhumas.
"Xutos para sempre até morrer"! grita alguém hoje na despedida de Zé Pedro e assim deve ser. Xutos continuarão, sem Zé Pedro no palco mas na lembrança, no coração, nas memórias através das músicas. 
Xutos não serão a mesma coisa. Pois não serão com certeza, mas a música será sempre Xutos e lembraremos sempre Zé Pedro como também Xutos lembrarão, porque cada música é XUTOS e PONTAPÉS e serão sempre Kalú, João Cabeleira, Tim, Zé Leonel, Gui e ZÉ PEDRO.
Xutos são o nosso Rock, quer se goste ou não, quer se oiça ou não e quer se dê o devido valor ou não.
Na última vez que vi Xutos foi antes de ver Rolling Stones em 2014 e diverti-me, gostei bastante e o mais caricato é que até os Rolling Stones lhes fizeram a devida vénia.
Fica aqui a minha humilde vénia ao Sr. Comendador Zé Pedro.
Até sempre e Xutos para sempre até morrer, porque assim é que tem de ser.





quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que aprendi desde que levo o cão à rua


  1. Que há mais cães no mundo. Mas eles não sabem, porque cada vez que vêm um semelhante desatam a querer correr para cumprimentar o seu semelhante e se o cão for grande (como o meu) é bom que tenhamos umas bolas de chumbo presas ao tornozelos para os segurar, porque senão vamos com as fronhas ao chão e ficamos com a cramelheira partida e aí sai mais caro ter um cão do que já é porque acrescentamos a conta do dentista.
  2. Que não posso sair sem estar munida de sacos de plástico para apanhar os presentes que o meu cão possa deixar em locais pouco adequados e que transtornem a livre circulação das outras pessoas. 
  3. Que nem todos os donos de canídeos saem de casa munidos dos mesmo sacos porque cada vez que passeio como meu cão tenho de fazer autênticas gincanas.
  4. Que o meu cão, ao contrário de outros, gosta de cagar na moita mais longe (lá no car"!/= mais velho) e mais densa no meio do matagal nem que me arranhe toda nas silvas e fica só de cabeça de fora (naquela posição que é identica à que faço quando tenho de fazer as minhas necessidades numa casa de banho pública) com os olhos esbugalhados e meio envergonhado com uma expressão no focinho tipo: "Qu'é??!!! Já que tenho que cagar na rua ao menos um pouco de decoro tá?" 
  5. Não há muitos caixotes do lixo para deitar o saquinho fora, e tenho de acabar o passeio com o saco pela mão como se tivesse ido à mercearia do bairro comprar castanhas.
  6. A teoria que ter um cão ajuda a perder peso porque nos torna mais activos e saimos à rua para caminhar cai por terra. A razão é apenas porque ele pára de 5 em 5 segundos para mijar, marcar território e cheirar o rasto dos outros cães. Eu acho que o mijo para além de ser um localizador geográfico do FB dos cães é também um serviço de sms em que eles sabem quem esteve alí. UMA PESSOA NÃO CONSEGUE TER 15 MINUTOS DE MARCHA SEGUIDA.
  7. Que existem 2 tipos de donos: os anti-sociais e os tranquilos. Os anti-sociais não falam com ninguém, não deixam o animal socializar com ser algum e se for necessário até continuam o passeio com o cão ao colo. Os tranquilos são os que gostam e deixam conviver, trocam experiências e aprendizagens e até avisam se não dá para fazer algumas das situações referidas anteriormente.
  8. Quem nem toda a gente gosta de cães (Como é possível?) e temos que respeitar isso.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tesourinho antigo.

O que uma pessoa encontra quando anda de volta das contas on-line e quer mudar fotos de perfil. Se há foto que me descreve bem é esta. Tenho esta memória bem gravada no meu disco rígido. A música, que ainda toca lá em casa neste gira-discos, o cheiro e a textura do sofá, até os cortinados. Tenho pena é que esta táctica não resulte com os meus filhos para poder limpar a casa descançada. Porque eu caía que nem uma patinha.